Direto da BGS 2011

A entrada pro evento, vazia? Espera só o fim de semana...

Ao cobrir a terceira edição da Brasil Game Show (4ª se contada a Rio Game Show de 2009), o primeiro impacto é o tamanho do evento. Não só por ser minha estréia como correspondente de imprensa, mas a infra-estrutura do evento realmente impressiona. O que começou de forma modesta hoje ocupa um espaço digno de um shopping center, com três andares e 10.000 m².

O primeiro dia do BGS 2011 (assim como o segundo) foi voltado exclusivamente para palestras, conferências e negócios, sendo fechado ao público em geral. Enquanto nos pavilhões da feira as equipes trabalhavam freneticamente montando os stands que serão abertos ao público na sexta-feira, o evento fervilhava nas áreas de conferências e negócios.

No segundo andar, empresas nacionais e estrangeiras montaram stands para apresentar seus negócios em busca de clientes, fornecedores e parceiros. Nos espaços ainda semivazios era possível entreouvir conversas de negócios em inglês e espanhol. Nas áreas de lounge e antesalas das palestras, além da equipe de apoio circulavam jornalistas, blogueiros, desenvolvedores de jogos, empresários, e personalidades como Jere Erkko, um dos criados do Angry Birds, e Paulo Zaffari, brasileiro integrante da equipe de desenvolvimento do Crysis.

15 palestras aconteceram simultaneamente em três salas: demonstrações de ferramentas como o Blender 3D, a CryEngine e a Unity 3 usada como engine para criar um jogo FPS completo. Softwarehouses como Aquiris, m.gaia, Travian e Hoplon expunham seus cases e compartilhavam experiências. O pessoal da IGDA RJ mostrou que os desenvolvedores estão se unindo e buscando interagir, gerar uma união no mercado e encontrar soluções para os problemas dos desenvolvedores brasileiros.

Mas o grande foco das palestras foram os negócios, a grande maioria focava em monetização e estratégias de mercado. Muitos números e estatísticas, análises de mercado e tendências, com destaque os resultados de uma pesquisa sobre o perfil do gamer brasileiro, empresas como mopay, m-coin, vostu, gazeus, e Rovio.

Ao final do evento, duas certezas:

Primeiro, o mercado de jogos sofreu uma profunda alteração, e o perfil dos jogadores está mudando muito. Jogos mobile, casuais e para público de todas as idades e gêneros de popularizam muito, formas de pagamento integradas às plataformas mobiles, formas de pensar, produzir e distribuir jogos se multiplicam. O mercado cresce a olhos vistos.

Segundo, o mercado brasileiro de videogames está muito mais propício do que há alguns anos, os jogadores estão comprando mais, o público se expande, cresce o investimento, muitos projetos que no passado não teriam vez agora têm chance de se concretizar. O futuro é promissor e a Brasil Game Show é uma prova disso.

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