Nos últimos anos, os sites de compra coletiva foram um sucesso estrondoso, se transformando em verdadeira mania e se multiplicando rapidamente: as estatísticas apontam para mais de 1000 sites do tipo só no Brasil. O que se multiplica também são os consumidores insatisfeitos e os processos na Justiça: de acordo com uma reportagem, só em 2011 as reclamações aumentaram 400%, com casos no Procon e na Defensoria Pública. As principais queixas são sobre propaganda enganosa, prazo para utilização e recusa na devolução do dinheiro.

Para tentar mudar essa situação, foi lançado pela Câmara Brasileira de Comércio eletrônico uma cartilha de orientação ao consumidor e um código de ética para os sites do ramo. O objetivo é esclarecer e oferecer dicas para o comprador e também elaborar uma política a ser seguida pelos sites, que só assim poderão ganhar um selo de qualidade.

Trata-se de uma inciativa autoregulatória do mercado, já que a camara-e.net não é um órgão público, e se define como “uma entidade multissetorial”, sendo formada por representantes de empresas de tecnologia, bancos, lojas, e também, no caso do seu Comitê de Compras Coletivas, que é responsável por emitir o selo de qualidade, é formado por empresas de… compras coletivas. O Comitê não possui nenhum poder legal para exercer sanções sobre empresas que não sigam seu código de ética, e o selo de qualidade é um indicativo de que o Comitê aprova as atividades deste ou daquele site, que deverá ser previamente avaliado pelo comprador, de acordo com a cartilha.

Fontes: Jornal Nacional | Info Exame

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