De acordo com uma pesquisa de mercado da IDC, a Nokia segue na liderança entre as fabricantes de celulares e smartphones: são 108 milhões de dispositivos vendidos nos últimos quatro meses. Mesmo com uma queda de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo perído do ano passado, ela ainda detêm uma fatia que representa nada menos do que 29% do mercado mobile (só para uma comparação, a Apple representa 5%).

A empresa acaba de lançar uma nova cor (já é a sexta diferente) do seu modelo top-de-linha, o N8. Contando com um visual cor-de-rosa, um tema chamado “Little Pink Diva”, um app de moda da revista Elle e o relógio do sistema em rosa-neon, (ou seja, a Nokia agora quer vender telefones para drag queens, madames ricas, bonecas Barbie e outros setores da sociedade compostos apenas por estereótipos) o apelo desta “repaginada” é claramente voltado para o público feminino.

Saltando menos aos olhos (mas igualmente significativa) é a atualização do sistema para versão mais recente do Symbian OS: codinome Anna. Entre as principais característigas desse upgrade podemos citar:

  • Navegador web mais rápido
  • Melhorias na entrada de texto e reformulação do teclado virtual
  • Novos ícones de sistema
  • Novo design para as galerias de fotos
  • Melhorias no OVI Mapas
  • Mais recursos de segurança

A princípio voltado para os celulares touchscreen (há rumores de uma versão não-touch em breve), as melhorias do Symbian OS “Anna” se concentram no quesito visual e em itens da interface, sem muitas alterações nos sistema em si. A meu ver, é a estratégia de pegar um “time que está ganhando” e não mexer muito, apenas enfeitar um pouco (por dentro e por fora) para exercer apelo a um público maior. Resta a questão de, em se tratando de Symbian, saber o quanto este time está realmente ganhando. Mas aí já são outros 500…

Fonte: Nokia Conversations e TargetHD.

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