A Apple está prestes a fazer uma mudança inédita na sua estratégia de chips. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa vai lançar o chip M6 ainda este ano, mas apenas na versão base. As variantes Pro, Max e Ultra, que sempre acompanharam cada geração do silício da Apple desde o M1, simplesmente não vão existir para o M6. Em vez disso, a Apple está pulando direto para o M7, que chegará com versões Pro, Max e Ultra a partir de 2027.

A informação, publicada na newsletter Power On desta quinta-feira (25), representa a maior ruptura na estratégia de processadores da Apple desde a transição dos Intel para os chips M1 em 2020.
O que esperar do M6
O M6, com codinome Komodo, está sendo testado em um MacBook Pro de entrada e deve ser lançado até o fim de 2026. O principal avanço em relação ao M5 está na largura de banda da memória: o M6 deve atingir cerca de 200 GB/s, contra 153 GB/s do M5, um salto importante para tarefas de inteligência artificial e processamento gráfico.
Outras melhorias incluem uma GPU redesenhada com até 12 núcleos gráficos (contra 10 do M5), Neural Engine aprimorado e novos motores de codificação e decodificação de vídeo. O chip será fabricado no processo de 2 nm da TSMC, o que deve trazer ganhos significativos de eficiência energética.
O M6 será, essencialmente, um chip de entrada. Ele vai equipar MacBooks de baixo custo, MacBook Airs e possivelmente um Mac mini renovado. Para usuários que precisam de mais desempenho, a recomendação da Apple é clara: espere pelo M7.
M7: o verdadeiro salto
O M7 será a nova aposta da Apple para o alto desempenho. A família completa incluirá M7, M7 Pro, M7 Max e M7 Ultra, com lançamentos escalonados entre 2027 e 2028. O M7 base deve chegar no primeiro semestre de 2027, seguido pelas versões Pro e Max no segundo semestre, e o Ultra em 2028.
A largura de banda do M7 base deve pular para cerca de 240 GB/s, um salto ainda maior que o do M6. Mas o verdadeiro diferencial, segundo Gurman, será o foco em inteligência artificial. O M7 foi projetado do zero para processamento de IA on-device, com avanços significativos no Neural Engine e na arquitetura de memória unificada.
A decisão de pular as versões Pro e Max do M6 reflete a urgência da Apple em acelerar suas capacidades de IA. Em vez de investir em duas gerações de chips high-end, a empresa preferiu concentrar recursos em uma única família, a M7, que promete um salto mais substancial.
M5 Ultra ainda no caminho
Enquanto o M6 e o M7 não chegam, a Apple ainda tem o M5 Ultra para lançar. O chip, destinado ao Mac Studio, deve oferecer cerca de 36 núcleos de CPU e 80 núcleos de GPU, com suporte a até 768 GB de memória unificada. É um dos processadores mais potentes já projetados para o mercado de consumo, mas pode sofrer atrasos por causa da crise de semicondutores.
Para profissionais que precisam de um upgrade agora, o M5 Ultra será a opção mais poderosa disponível até a chegada do M7 Max e M7 Ultra.
O que isso significa para o consumidor
A mudança de estratégia tem implicações diretas para quem está pensando em comprar um Mac. Se você precisa de um notebook básico para tarefas do dia a dia, o M6 que chega ainda este ano atende bem. Mas se você é um profissional que depende de desempenho máximo, edição de vídeo, desenvolvimento, modelagem 3D,, o caminho é esperar pelo M7 em 2027.
É a primeira vez desde o lançamento do M1, em 2020, que uma geração de chips Apple fica sem versões Pro e Max. A decisão mostra que a empresa está disposta a sacrificar a cadência tradicional de lançamentos para dar um salto mais significativo em IA, uma aposta que pode definir o rumo dos Macs pelos próximos anos.
Fonte: Bloomberg via Cult of Mac e Appleosophy




