A OpenAI colocou o GPT-6.1 Terra à disposição nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026. O modelo entra nos planos Plus, Pro, Enterprise e Edu dentro do ChatGPT Work e do Codex, além da API, onde atende pelo identificador gpt-6.1-terra.

O Terra é o novo integrante da família que começou com o GPT-6 Astra, lançado em setembro de 2026. Na API, o preço padrão é de US$ 1 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,05 por milhão de tokens de entrada em cache e US$ 5 por milhão de tokens de saída. A OpenAI diz que esse valor é metade do cobrado pelo GPT-5.6 Terra e pelo GPT-6.1 Sol.
O que o modelo faz no computador
O foco é o trabalho que passa pela tela. A OpenAI cita elaborar propostas, interpretar desenhos técnicos, preencher formulários e editar vídeos como tarefas do expediente que o modelo passou a executar com mais autonomia. A empresa descreve o Terra como um passo acima do GPT-5.6 Terra em escrita natural, análise de imagem e controle de aplicativos.
No Agents’ Last Exam, conjunto de tarefas profissionais de uso do computador, o Terra marca 15 pontos percentuais acima do GPT-5.6 Terra no esforço médio de raciocínio, com cerca de um terço do custo por tarefa. A OpenAI afirma que o resultado empata com o GPT-6 Astra pagando um décimo do preço por token. No mesmo esforço, a empresa diz que ele conclui tarefas mais de três vezes mais rápido que o Astra e que o GPT-6.1 Sol.
São números divulgados pela própria OpenAI. Em análise independente publicada pelo The Decoder, com dados da Artificial Analysis, o Terra aparece na fronteira de custo e desempenho: US$ 0,40 por tarefa no esforço máximo, contra US$ 1,40 do antecessor, e nota 48 no Intelligence Index, entre o GPT-6.1 Sol (52) e o GPT-5.6 Terra (42).
Em raciocínio visual, o modelo supera o GPT-5.6 Terra em todos os níveis de esforço no MMMU-Pro e passa o melhor resultado do antecessor no OSWorld 2.1 já com esforço médio. Em código, resolve 50,3% das tarefas do Terminal-Bench 4.0 no esforço máximo, contra 21,5% do GPT-5.6 Terra.
Para os problemas de programação mais complexos, a OpenAI continua recomendando o GPT-6.1 Sol e o GPT-6 Astra. A taxa de erro em perguntas que induzem alucinação caiu de 53,6% para 16,7% no esforço baixo e ficou em 4,3% no máximo, segundo a empresa.
Contexto, volume e segurança
A janela de contexto é de 1,05 milhão de tokens, com até 128 mil tokens de saída e corte de conhecimento em 1º de junho de 2026. O modelo recebe texto e imagem e devolve texto; áudio e vídeo ficam de fora. Pela tabela da API, requisições com mais de 272 mil tokens de entrada custam o dobro nas tarifas de entrada e de cache e 1,5 vez na saída.
A proposta é atender volume. A OpenAI cita a leitura de notas fiscais e o lançamento dos dados em sistema contábil como automação que passa a caber no orçamento, e afirma que a mesma cota dos planos cobre mais tarefas com o Terra do que com o GPT-6.1 Sol ou o GPT-6 Astra.
No Preparedness Framework, o modelo é tratado como Critical em cibersegurança e High em capacidade biológica e química, com o mesmo pacote de salvaguardas do GPT-6 Astra. Segundo o The Decoder, a defesa contra injeção indireta de prompt ficou em 98,8%, contra 96,2% do GPT-5.6 Terra.
A OpenAI não informou mudança nos preços das assinaturas do ChatGPT nem valores em reais. A liberação anunciada é por plano, sem lista de países.
Quem já assina Plus, Pro, Enterprise ou Edu encontra o modelo selecionável no ChatGPT Work e no Codex. Na API, o acesso segue os limites de taxa do tier da conta, e o esforço de raciocínio pode ser ajustado de none a max.
Fonte: OpenAI




