A Anthropic, desenvolvedora do Claude, enviou um e-mail aos usuários informando sobre atualizações em sua política de privacidade. As mudanças afetam apenas contas de consumo, os planos Free, Pro e Max, e entram em vigor em 8 de julho de 2026. Quem usa Claude Team, Enterprise ou Plataforma não é impactado.
O principal destaque da nova política é a possibilidade de a empresa solicitar verificação de idade ou identidade dos usuários. Segundo o texto, a Anthropic pode pedir documentos oficiais “em certas circunstâncias” como parte das medidas para manter os serviços seguros. A medida foi recebida com atenção por especialistas em privacidade, já que a empresa poderá compartilhar dados com autoridades com base em sua própria “boa fé”, sem necessidade de mandado judicial.

O que muda na prática
A política atualizada traz quatro mudanças principais. A primeira é a adequação para tarefas de várias etapas e aplicativos conectados, à medida que o Claude assume tarefas mais complexas e se integra a serviços de terceiros, a empresa explica como os dados fluem entre as plataformas. A segunda é a verificação de identidade, que permite à Anthropic solicitar documentos para confirmar idade ou identidade do usuário.
A terceira mudança trata da participação em estudos e pesquisas, com mais transparência sobre quais informações são coletadas nesses casos. A quarta traz detalhes adicionais sobre práticas de dados, incluindo recomendações personalizadas e as bases legais para processamento de informações.
O que não muda
Apesar das novidades, a Anthropic reforçou que seus compromissos centrais permanecem: a empresa não vende dados dos usuários, o Claude continua sem anúncios e o usuário mantém o controle sobre se suas conversas e sessões de programação são usadas para treinar os modelos de IA. A retenção de dados, para quem opta pelo treinamento, pode chegar a cinco anos.
Para quem quiser conferir todos os detalhes, a política de privacidade atualizada está disponível no site da Anthropic, e a empresa mantém um centro de privacidade com informações adicionais sobre suas práticas.
As mudanças refletem a evolução do Claude como plataforma. Antes limitado a conversas de texto, o assistente agora executa código, consulta APIs externas e navega na web em nome do usuário, o que torna a questão de quais dados são retidos ou compartilhados com terceiros materialmente mais complexa do que em um chat tradicional. A política atualizada busca justamente dar mais transparência sobre esse fluxo de informações.




