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iPhone ganha recurso para provar que foto não foi gerada por IA

O iPhone vai ganhar um recurso para comprovar que uma foto foi tirada pela câmera do aparelho e não gerada por inteligência artificial, segundo o Tecnoblog. Chamado de Reference Image, o sistema usa dados únicos do hardware do celular, exige ativação manual e o uso da opção “Referência” no aplicativo Câmera. O recurso apareceu na versão beta 5 do iOS 27, cuja versão final está prevista para setembro.

Robô fotógrafo com smartphone de melancia registrando casal de robôs em praça
Ilustração gerada com IA: um robô fotógrafo registra o casal de robôs em uma praça (imagem: Magnific)

Como funciona o Reference Image

A novidade foi encontrada por desenvolvedores em um documento de privacidade incluído na beta 5 do iOS 27 e divulgada pelo 9to5Mac. O processo começa antes do clique: com o Reference Image ativado em Ajustes > Câmera, o usuário precisa fotografar usando o modo “Referência” no app Câmera. Só fotos capturadas nesse modo carregam os metadados de procedência com assinatura do sensor e identificadores únicos do hardware.

A autenticação não é automática. Quando quiser provar a origem da imagem, o usuário toca no selo “Referência” da foto, e o arquivo com os dados de procedência segue para o Private Cloud Compute da Apple para verificação. O serviço confirma se a imagem veio daquele sensor e devolve uma versão autenticada com um ID único. Durante o processo, a Apple recebe apenas dados do sensor, um hash e o resultado da análise, sem acesso à foto original. Se detectar que um sensor foi comprometido, a empresa pode recusar novas autenticações e revogar as anteriores.

Quem deve usar e o cenário no Brasil

O recurso é opt-in e exige um modo específico de captura, então não serve para quem fotografa no automático. O público-alvo são jornalistas, fotógrafos profissionais, peritos e seguradoras que precisam comprovar que uma imagem veio de uma câmera real. A Apple segue um caminho parecido com o padrão C2PA, usado por Nikon, Sony e Leica e adotado pelo Google no Pixel 10, mas com sistema próprio.

No Brasil, a checagem de imagens virou rotina em redações e processos judiciais, onde fotos de iPhone já são usadas como prova. Um selo de procedência ligado ao hardware ajuda a diferenciar um registro real de uma imagem sintética, em um país onde a desinformação com deepfakes cresce a cada eleição. O iOS 27 também reformula o processamento de fotos com IA, como mostramos no artigo sobre o Core Image RAW 9.

O Reference Image ainda é uma promessa de código: pode mudar até o lançamento do iOS 27, previsto para setembro, ou ficar para uma atualização futura. Se sair como descrito, o iPhone será o primeiro celular a provar, com respaldo do hardware, que uma foto é exatamente o que parece.

Fonte: Tecnoblog | 9to5Mac | MacRumors