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DeepSeek: veto dos EUA atinge serviços usados por órgãos civis

O governo dos Estados Unidos determinou que agências civis federais removam produtos da DeepSeek de seus sistemas de tecnologia da informação. A ordem do Departamento de Segurança Interna (DHS) também abrange produtos e serviços de terceiros desenvolvidos com implementações da empresa chinesa. Ela não proíbe o uso da DeepSeek por usuários comuns nem por empresas privadas.

Ilustração de baleia azul triste com desenho de baleia na camiseta diante de uma multidão zangada.
Imagem gerada usando o Magnific

Assinada em 24 de julho de 2026 e divulgada em 19 de outubro, a medida também impede essas agências de comprar produtos e serviços de TI desenvolvidos pela DeepSeek e suas afiliadas. O aviso saiu no Federal Register em 20 de outubro. A ordem, portanto, trata tanto da remoção de ferramentas já presentes nos sistemas quanto de futuras compras. A Reuters noticiou a divulgação; a Bloomberg também descreveu a medida.

O que a ordem alcança

O texto do DHS inclui serviços de terceiros desenvolvidos com implementações da DeepSeek. O alcance, portanto, não se limita ao aplicativo de conversa da empresa. Agências civis que usam soluções fornecidas por outras companhias precisam avaliar se elas se enquadram na ordem. O aviso não diz que todo serviço que já utilizou um modelo da DeepSeek está proibido em qualquer contexto. O critério descrito é o desenvolvimento com implementações da empresa e o uso em sistemas de TI das agências civis federais.

A medida não alcança todo o governo americano. Segundo a BBC, a ordem se aplica às agências civis, mas não às unidades do Departamento de Defesa. Fora desse âmbito, não há uma proibição geral do uso dos modelos da DeepSeek nos Estados Unidos. Para empresas e desenvolvedores brasileiros, o aviso não estabelece restrição ao uso local. O impacto direto pode surgir para quem fornece tecnologia abrangida a agências civis federais americanas.

Em declaração à Reuters, o DHS afirmou que o uso dos modelos por funcionários ou fornecedores do governo pode resultar na transferência de dados sensíveis para a China. A afirmação apresenta um risco alegado pela autoridade, não uma confirmação de que houve vazamento de dados de alguma agência por meio da DeepSeek.

A distinção entre hospedar um modelo e enviar dados a um serviço operado pela empresa também importa. A ordem usa a expressão “implementações da DeepSeek” para definir seu alcance, mas não comprova, no aviso, que cada fornecedor envie informações à China. O texto estabelece uma decisão de segurança para compras e sistemas federais civis, não uma conclusão técnica sobre todos os produtos que usam esses modelos.

O Tambotech já comparou preços de APIs da DeepSeek oferecidas por diferentes provedores. A nova ordem se restringe às agências civis dos EUA e, por si só, não altera a disponibilidade dessas opções para o público brasileiro.

Fonte: Federal Register; Reuters; Bloomberg; BBC.