O Google anunciou na sexta-feira (14) que os usuários do Gemini poderão remover a marca d’água visível de imagens, vídeos e músicas gerados por inteligência artificial. A informação é do TechCrunch. A novidade vale para criações feitas com os modelos Nano Banana, Omni e Lyria e chega ao Gemini e ao editor de vídeos Flow nos próximos dias, com a busca do Google na sequência.

Quem anunciou foi Josh Woodward, vice-presidente do Google Labs, Gemini e AI Studio, em publicação no X. Segundo ele, a empresa tenta equilibrar controle criativo e segurança: o selo visível vira opcional, mas as marcas d’água invisíveis do SynthID e os metadados do padrão C2PA continuam embutidos nos arquivos. Com isso, ainda é possível verificar se um conteúdo foi criado por IA usando o próprio Gemini ou a busca.
O próprio Google reconhece que a marca d’água visível reduz a utilidade do material em trabalhos profissionais e criativos. A mudança acompanha o resto do mercado: OpenAI e Meta já não aplicam selos visíveis nas imagens que geram, e a Anthropic anunciou, na mesma semana, marcas d’água invisíveis em textos e imagens produzidos pelo Claude.
Como desativar a marca d’água
A opção aparece nas configurações do Gemini, no item “Marca d’água de mídia”, descrito na página de suporte do Google.
Basta desligar o interruptor para que o brilho que fica no canto inferior direito das imagens e o selo sobreposto aos vídeos deixem de ser exibidos nas próximas criações. A configuração vale também para o Flow, editor de vídeo do Google.
Há exceções. Em países onde a legislação obriga a identificação de conteúdo gerado por IA, o interruptor não estará disponível. O mesmo vale para contas corporativas, que seguem com o selo ativo. Na Índia, na Coreia do Sul e no Vietnã, apenas assinantes do plano AI Ultra conseguem desligar a marca.
O que muda no Brasil
No Brasil não há lei em vigor que exija marca d’água visível em conteúdo gerado por IA, então a configuração deve estar disponível mesmo para contas gratuitas. Para quem produz material comercial, editorial ou artístico, o selo sai da imagem final sem comprometer o rastreio técnico: a camada invisível continua no arquivo para quem quiser conferir a origem.
A verificação de autenticidade ganha reforços em outras frentes. O Google também liberou como open source a biblioteca Credentio, que permite embutir validação local de procedência em aplicativos. No iPhone, a Apple lançou recurso parecido: o aparelho passa a comprovar que uma foto não foi alterada nem gerada por IA.
A desativação da marca d’água começa a chegar nos próximos dias em todas as plataformas do Gemini, e o padrão continua sendo o selo visível. Quem preferir trabalhar sem ele terá o controle, e quem quiser conferir a origem do arquivo continuará tendo como fazer.
Fonte: TechCrunch | The Verge




